Escolher uma caixa isotérmica de esferovite: no que se concentrar ao enviar produtos refrigerados
Uma caixa isotérmica de esferovite continua a ser a solução mais utilizada para enviar produtos refrigerados: medicamentos, carne, peixe, frutas e legumes, caixas de refeições e amostras de laboratório. O material é leve, isola bem e resiste a pancadas. Mas nem todas as caixas servem para todos os envios. O tamanho errado ou uma espessura de parede inadequada custam-lhe capacidade de arrefecimento, material de enchimento e custos de envio. Abaixo, o que deve ter em conta, como fazer a ponderação e que erros ocorrem com mais frequência na prática.
O que faz uma caixa isotérmica de esferovite e o que não faz
A esferovite (EPS, poliestireno expandido) é constituída, na sua maior parte, por ar parado. Esse ar trava a transferência de calor. É importante ter isto bem presente: a caixa não arrefece, retarda. A temperatura no interior da caixa é determinada pelo que lá coloca: o próprio produto e os acumuladores de frio. A caixa apenas garante que essa temperatura se mantém o máximo de tempo possível.
Isso significa também que um produto que entra na caixa à temperatura ambiente não arrefece pelo caminho. Quem envia produtos refrigerados começa com um produto pré-arrefecido e acumuladores de frio congelados. Sem esses dois elementos, a melhor caixa não faz nada por si.
O que ter em conta numa caixa isotérmica de esferovite
Espessura da parede
Quanto mais espessa for a parede, mais tempo o isolamento aguenta. A ponderação é simples: uma parede mais espessa significa uma cadeia de frio mais longa, mas também maiores dimensões exteriores e, portanto, um volume maior para a transportadora. Para um envio entregue no próprio dia, uma parede mais fina chega muitas vezes; quem tem de contar com um dia de atraso ou com dias quentes de verão escolhe uma parede mais espessa. Conte com o pior cenário realista, não com o prazo de entrega ideal.
Medida interior e enchimento
Escolha a caixa pela medida interior, não pela exterior. E encha-a o mais possível. O ar na caixa é o seu inimigo: qualquer espaço vazio aquece mais depressa e deixa o produto deslocar-se. Uma caixa mais pequena e bem cheia tem melhor desempenho do que uma grande meio vazia. Se ainda sobrar espaço, preencha-o, com acumuladores de frio adicionais se a temperatura for crítica, caso contrário com material de enchimento.
Ajuste à caixa exterior
Uma caixa de esferovite envia-se quase sempre dentro de uma caixa exterior de cartão. Essa combinação tem de estar certa: a caixa de cartão protege a esferovite contra roturas e dá-lhe uma embalagem cuidada, com um exterior fácil de imprimir ou etiquetar. Uma caixa que anda solta dentro de uma caixa exterior demasiado larga parte-se mais facilmente e isola pior nos pontos de rutura.
Acumuladores de frio: metade do trabalho
A caixa e o arrefecimento formam um único sistema. Algumas regras práticas:
- Congele totalmente os acumuladores. Um gel pack meio congelado fornece apenas uma fração da capacidade de arrefecimento. Planeie o tempo de congelação no seu processo. Os acumuladores grandes precisam de bastante tempo.
- Coloque o frio por cima. O ar frio desce. Os acumuladores na parte superior da embalagem arrefecem todo o conteúdo; os que ficam só no fundo deixam a camada superior aquecer.
- Proteja os produtos sensíveis ao gelo. Os medicamentos que têm de ficar entre 2 e 8 graus não podem ficar encostados a um acumulador congelado: a embalagem exterior congela e isso é tão grave como estar demasiado quente. Uma camada de cartão ou uma folha entre o acumulador e o produto resolve o problema.
- Teste a sua combinação. Coloque um registador de temperatura num envio de teste e veja o que realmente acontece no trajeto que as suas encomendas percorrem. Isso diz mais do que qualquer tabela.
Erros frequentes
- Não pré-arrefecer o produto. Os acumuladores têm então de levar primeiro o produto à temperatura certa e ficam depois esgotados.
- Pouca massa de arrefecimento para a estação. O que funciona em março não funciona em julho. Aumente o número de acumuladores no verão.
- Enviar à sexta-feira. Uma encomenda que passa o fim de semana num depósito raramente aguenta. Ajuste os dias de envio aos dias de entrega da transportadora.
- Escolher uma caixa demasiado grande. Muito espaço vazio, muito aquecimento, custos de envio mais elevados. Meça a sua encomenda média e escolha em função disso.
- Tampa mal fechada. Uma frincha no encaixe é uma fuga de frio. Verifique se a tampa encaixa em todo o contorno antes de fechar a caixa exterior.
Caixa isotérmica de esferovite ou capa isotérmica?
Nem todos os envios refrigerados exigem uma caixa. Uma capa isotérmica ou um saco isotérmico dentro de uma caixa normal é mais leve, entrega-se plano e quase não ocupa espaço de armazenamento. Para trajetos curtos e produtos menos críticos, isso costuma bastar. A caixa isotérmica de esferovite vence em três pontos: maior duração do isolamento, proteção sólida de produtos frágeis e uma medida interior fixa, para que os acumuladores de frio e o produto fiquem bem no seu lugar. Para medicamentos, peixe e envios que têm de aguentar um dia de atraso, a caixa é a escolha segura. Se tem dúvidas, deixe que o perfil de temperatura do seu produto e o prazo de entrega do seu envio decidam, e não o preço por embalagem.
Quer saber se uma determinada medida serve para o seu produto e o seu processo? Peça uma amostra ou consulte o sortimento de caixas isotérmicas na nossa loja online. Assim testa a combinação de caixa, acumuladores de frio e caixa exterior com o seu próprio envio.